segunda-feira, 12 de março de 2012

TECNOLOGIAS: DIREITO DE TODOS

(Por Cláudia Levy)
Segundo dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), hoje, cerca de 53% dos estutantes, no Brasil, na faixa dos 15 anos, têm internet em casa. Na Europa, esta era a média a 10 anos atrás e, nos dias atuais, nos países europeus, existem 90% de adolescentes nessa faixa etária conectados à internet em suas residências. Isso prova que o Brasil precisa avançar muito com relação às tecnologias digitais.
Para falar do acesso e apropriação dos recursos tecnológicos como direito de todos, a pesquisadora, gerente educacional da TV Cultura e co-fundadora do Instituto Paramitas, Mônica Gardelli Franco, concedeu uma entrevista ao Programa “Salto para o Futuro”, da TV Escola.
Hoje em dia, as tecnologias estão presentes em nosso dia a dia, nas escolas, no trabalho, no lazer. No entanto, boa parte da comunidade ainda não tem acesso aos recursos digitais. Monica Franco alerta que esta lacuna é uma forma de “negar a essas pessoas o direito de intervir no desenvolvimento da humanidade, de acordo com o que elas acreditam, com sua cultura e seus ideais de mundo humanizado.”
Monica oferece dicas de como saber se o conteúdo na internet é apropriado para as pessoas. “A tecnologia oferece conteúdo para uso, e este uso só será adequado se houver uma análise crítica sobre as informações que são transmitidas e circulam dentro das tecnologias.”
Para finalizar, Monica Franco enfatiza que, “mais importante que ensinar a usar as tecnologias, é que os educadores estejam atentos a colaborar para que os alunos interpretem os conteúdos disponíveis na internet de forma responsável e ética, com direcionamento e com o objetivo de construção da sociedade que desejamos.”
Assista ao vídeo na íntegra a seguir:



sexta-feira, 9 de março de 2012

AULA 4 - dia 09/03/2012 : CIBER-CULTURA-REMIX

Prof. Dr. André Lemos, pioneiro nos
estudos em cibercultura no Brasil, professor
da Faculdade de Comunicação da UFBA. 
A seguir, as respostas às questões sobre o texto do Prof. Dr. André Limo, Ciber-Cultura-Remix:

1.   O que é cibercultura e quais suas características?  

É o conjunto de práticas socias e comunicacionais a partir das tecnologias digitais, compreendendo as relações entre as tecnologias comunicacionais, a comunicação e a cultura. Estas novas tecnologias reconfiguraram as práticas de comunicação, produção e circulação da informação na sociedade, resultando assim a cibercultura. As características da cibercultura são a “re-mixagem” e o indivíduo-mídia, interconectado constantemente ao ciberespaço.
    
2.   O que é “re-mixagem”?  

É utilizar algo que já foi produzido para algo novo.

3.   Qual é a origem do copyright e qual sua finalidade? 

O copyright (direito autoral) refere-se às denominações utilizadas em referência ao rol de direitos aos autores de suas obras intelectuais (literárias, artísticas ou científicas). O copyright visa a guarda do direito à reprodução por parte de uma terceira pessoa.
   
4.   Quais são as 3 leis da estrutura midiática da internet? Explique-as.  

Não h mais um pólo emissor, encontra-se tudo interconectado em rede e tudo acontece em forma de remixagem.

5.   Qual a relação entre a remixagem e a cultura?  

A remixagem permite uma cultura de participação, ou seja, o livre acesso às mídias.

6.   Fale sobre a arte eletrônica.    

As novas tecnologias permitem que um indivíduo produza arte fora de um espaço físico fixo. Pode-se desenhar, pintar, escrever, etc. simplesmente utilizando um dispositivo móvel (ex. Um notebook, um table, um smartphone, etc.). 


O PROFESSOR DO SÉCULO XXI

Este é o link a um Infográfico interativo e muito interessante que mostra como as TICs (tecnologias de informação e comunicação) ajudam aos educadores a promover aulas diferentes em diferentes ambientes. É só fazer um clique na imagem. Desfrutem!


sexta-feira, 2 de março de 2012

AULA 3 - dia 24/02/2012 : RESUMO DA ENTREVISTA COM MARIO PERINI


PERINI, Mário A. Sobre língua, linguagem e Linguística: uma entrevista com Mário A. Perini. ReVEL. Vol. 8, n. 14, 2010. ISSN 1678-8931 [www.revel.inf.br].

O que é língua?
É uma competência inata e abstrata que está enraizada na cultura e é formada por um sistema — fonético, morfológico, sintático, textual, contextual e discursivo. Em outras palavras, língua é a habilidade que nasce com a pessoa e que é responsável pela comunicação (inclusive em pensamento) do ser. O idioma é, portanto, a nacionalidade da língua.

Qual a relação entre língua, linguagem e sociedade?
A língua é uma das formas de manifestação da linguagem, que, por sua vez, é todo o sistema de comunicação. A sociedade necessita da linguagem para que exista uma relação entre os homens.

Há vínculo entre língua, pensamento e cultura?
Sim. A língua é um dos instrumentos com o qual o pensamento se expressa e também uma maneira de organizar a realidade.

A linguagem tem sujeito?
“Sujeito” é um termo muito amplo e não permite uma resposta exata para esta questão.

O que é linguística?
É o estudo dos códigos usados pelas pessoas para se comunicarem.

Linguística é ciência?
Pode ser considerada uma ciência empírica, focada em descrever o universo e criar teorias que expliquem tais fenômenos.

Para que serve a linguística?
Serve para aumentar nosso conhecimento e nossa compreensão de alguns aspectos do mundo.

A linguística tem algum compromisso necessário com a educação?
Quem tem compromisso não é a linguista, e sim os linguistas, visto que as principais aplicações linguísticas voltam-se para as questões educacionais.

Como a linguística se insere na pós-modernidade?
A tendência das artes marginalizadas é a de se integrarem com o mundo; por esse motivo, hoje se estuda linguística (psicolinguística, sociolinguística, análise do discurso, pragmática, etc.) com mais ênfase do que nas pós-graduações da década de 1970.

Quais os desafios da linguística para o século XXI?
O primeiro é valorizar mais o trabalho descritivo frente à elaboração de teorias e modelos de análise. Outro desafio é que, como com as demais ciências, ela se redefina à medida que o século avança.


O Dr. Mario Perini atualmente é professor no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de Minas Gerais. Foi professor na PUC-Minas e na UNICAMP e professor visitante nas universidades de Illinois e do Mississippi (EUA). É autor de doze livros, dentre os quais Para uma nova gramática do português; Gramática descritiva do português; Sofrendo a gramática (Ática), Modern Portuguese, Talking Brazilian; Modern Portuguese – A Reference Grammar (Yale University Press). Publicou na Parábola Editorial: A língua do Brasil amanhã e outros mistérios (2004); Princípios de linguística descritiva (2006); Estudos de gramática descritiva: as valências verbais (2008); Gramática do português brasileiro (2010). 

AULA 2 - dia 17/02/2012 : O QUE É LÍNGUA?

A língua é um sistema de signos. É a forma humana e social de comunicar idéias através de um todo organizado de diferenças. Esse todo organizado é, por sua vez, um sistema abstrato de distinções, abstrato posto que os significantes linguísticos e mesmo os significados não existem na coisa em-si e de distinções posto que só sabemos que algo é uma coisa porque não é outra. A língua é constituída arbitrariamente por convenções sociais e, portanto, tem origem difusa e coletiva. Contudo, a língua é mais do que uma forma de comunicação e, mais significativamente, enquanto tal é falha, pois gera o dissenso interpretativo. A língua configura o mundo, constrói o real. Aqui podemos recorrer ao auxílio de Wittgenstein, para quem o limite de nossa racionalidade é o limite do nosso alcance linguístico.


Por outro lado, sob um aspecto mais técnico-analítico, podemos definir uma língua é um sistema de comunicação:

  • fundamentalmente orais, complementarmente gráficos;
  • compostos de símbolos com significados convencionalizados;
  • que ocorrem dentro de uma determinada comunidade ou cultura, estando a ela intrinsecamente ligados;
  • ao alcance de qualquer ser humano e assimilados intuitivamente por todos, de forma semelhante;
  • em constante evolução aleatória e incontrolável.
  • possuindo, diferentes línguas, entre si, características universais.
Quanto à sua essência, uma língua é um fenômeno inerente ao ser humano e semelhantee a ele próprio: sistemático porém criativodinâmicocomplexoarbitrário, parcialmente irregular, mostrando um acentuado grau de tolerância a variações e repletos de ambigüidadesQuanto à sua origem, línguas são habilidades criadas por sociedades humanas, fruto da interação de seus membros. Quanto à sua função, a língua pode ser definida como sistemas de representação cognitiva do universo através dos quais as pessoas constroem suas relações. (Como uma freqüentadora de nosso site colocou, sem ter citado entretanto a fonte.) É um reflexo criativo influenciado pela cultura de seus falantes. Língua é também o principal instrumento de desenvolvimento cognitivo do ser humano. Como Vygotsky sustentou, existe uma profunda interdependência entre linguagem e pensamento, um fornecendo subsídios ao outro. Palavras que não representam uma idéia são como uma coisa morta, da mesma forma que uma idéia não incorporada em palavras não passa de uma sombra.

Noam Chomsky defendia a presença do Language Acquisition Dispositive (LAS) no cérebro humano, afirmando que toda pessoa já nasce com uma gramática pré-estruturada e, ao entrar em contato com o mundo, ela é ativada.Quanto à ideia de que a teoria do LAD funciona somente uma vez, isto é, mostra-se eficiente apenas com a língua materna, surge a dúvida a respeito da dificuldade de se aprender uma segunda língua ou uma língua estrangeira. A ideia mais aceita para justificar esse feito é a de que o LAD funciona como um fósforo: após ativado pela primeira vez, não pode ser reutilizado.



A fala pode ser oral ou escrita, sabendo que, nesta última acepção, não há inatismo, e sim tecnologia; ninguém aprende a ler ou escrever de maneira espontânea, como acontece com a oralidade. A escrita é um produto da cultura e está sempre limitada a um contexto.  

AULA 1 - dia 10/02/2012 : INTRODUÇÃO

A chegada de um novo século trouxe consigo não apenas novas tecnologias (que não cessam de aparecer, desde os anos 80), senão a necessidade de repensar conceitos antigo na questão metodológica da educação, assim como de abrir as nossas mentes às novas tendências e ideias. A resistência a estas novas tendências por parte de muitos educadores, desde aqueles na cúpula decisória até os que simplesmente "lecionam" em salas de aula, tem se traduzido em uma demora no avanço e evolução das nossas técnicas de ensino. A facilidade de acesso à abrumadora quantidade de informação na internet obriga-nos a aceitar o que por muito tempo muitos educadores não desejaram aceitar: o professor não é mais a fonte máxima de informação dos alunos. Tudo tem mudado, e continua mudando rapidamente. Entre tais mudanças, uma das áreas que aparece sob constante mudança é a LINGUAGEM. Com a aparição das novas tecnologias de Telecomunicação, tais mudanças simplesmente ganharam velocidade. Para muitos, mudar pode ser errado e anti-ortodoxo, porém, inexoravelmente inevitável.A nuvem de páginas web, blogs, bibliotecas, videotecas,  redes sociais , enciclopédias colaborativas, etc. tem facilitado, e até promovido, o intercâmbio hipertextual de experiências, conhecimentos, ideologias, opiniões, notícias, etc., enfim, uma imensurável transferência de dados transformados em informação através da adquisição de valor de tais dados em um contexto relevante ao leitor. Sobre isto, existe muito a ser explicado e discutido, mas não pretendo apresentar tudo de uma só vez, pois ainda que assim o deseja-se, isso seria impossível. Por tanto, irei aos poucos postando meus comentários e interpretações pessoais neste blog a respeito do conteúdo temático das aulas te Tecnologia da Linguagem ministradas pelo Prof. Dr. Luiz Fernando Gomes na Universidade de Sorocaba - SP. Àqueles que desejem segui este blog, terei muito prazer em responder às suas questões, promovendo assim um busca multilateral do conhecimento a respeito deste tema. Um abraço a todos!